[CHIQUE É SER MALDiTO]

- cenazerodeteatrocia.

Publicado em -MALditas por Bruno Duarte em Julho 29, 2009

Vídeo montagem sobre exercícios de improvisação da Cena Zero de Teatro Cia.

- metablog

Publicado em retrate por Bruno Duarte em Junho 30, 2009

[Chique É Ser Maldito]

- cigarro, asno, asneira

Publicado em -MALditas por Bruno Duarte em Junho 18, 2009

Queimou até a penúltima ponta

Porque quando se consome não sobra ninguém pra contar carneiros.

- Olhar

Publicado em -MALditas por Bruno Duarte em Maio 29, 2009

“There is passion in his eyes, voice and body”.

Sensitive eyes, thanks a lot.

- Bruto

Publicado em -DRAMA por Bruno Duarte em Abril 30, 2009

Sentidos duros, burros, cegos, razos, fragéis, incertos. 

Não há falta de sentimentos, há excesso de adjetivos.

- roda

Publicado em -MALditas por Bruno Duarte em Abril 1, 2009

Eu que via nessa outra vida a minha
Sentia suas dores, contrabandiei seus vícios
[marca do cigarro, divã, coca-cola]
e supunha
tudo ser vice
tudo ser verso

roda!

E outra pessoa vive o reflexo
de um espelho vazio, sem fundo,
partido – que quem ama só enxerga inteiro
porque enxerga a si próprio.
Alguém me disse uma vez:

“Aquele que ama é mais afortunado do que
o ser amado, pois dentro dele habita um deus.”

Sem demagogia, por favor.
O amor é risco,
humanos não têm sete vidas.

- oui mon frère

Publicado em retrate por Bruno Duarte em Fevereiro 21, 2009

Mariée

- correspondência

Publicado em -Sobre por Bruno Duarte em Janeiro 27, 2009

Há muito, muitos dizem, muitos escreveram.

Há muitos.

Poucas cartas chegaram a seu destino.

Das poucas

poucos souberam escrever em minha língua.

Ele soube

- Talvez seja essa antropologia.

Nunca antes li esta correspondência.

Veio com a minha vergonha na cara,

com a vaidade dos pronomes possessivos

e com uma garrafa.

 

Ainda não abarquei todo mar de poesia dele,

mas aquele que fala sobre o homem

escreve em minha língua

coisas que nunca li sobre mim.

- paradoxo

Publicado em -Sobre por Bruno Duarte em Janeiro 8, 2009

É quando você sente que está mais perdido que está mais próximo de se encontrar.

Me sinto mais perdido a cada dia. 

E quanto mais me desespero mais meu ventre gela pela possibilidade de me encontrar a qualquer momento do meu lado.

Posso apostar que sou laranja, às vezes imagino que tenho muitas cicatrizes nas pernas pelas molequices ou que tenho uma distinta na testa por um grande feito.

O doce de tudo isso é aguardar desejoso meu encontro comigo mesmo e saborear o susto por me encontrar e ver que eu não era nada daquilo que estava pensando.

- Ar

Publicado em -DRAMA, -MALditas por Bruno Duarte em Dezembro 16, 2008

cam-266

“Assim como aço em brasa, tudo o que é excessivo é branco.”

Antonin Artaud

- demasia

Publicado em -DRAMA por Bruno Duarte em Dezembro 16, 2008

Sinto muito, sinto muito
Eu sinto muito em lhe dizer
que sinto tudo em demasia
sinto muito por você

Sinto muito e isso é pouco
Tão pequeno quanto eu
Sinto o mundo e isso é louco
Pois o meu não é o seu

Sinto muito e isso é longe
A dois passos do eterno
Sinto muito e a dor me toma
quando sua vida é perto

Sinto muito pelo escrito acima
me arrependo do que fiz
Sinto muito não sentir tanto por mim
e pelo grotesco

- Sempre/nunca [ avidamente]

Publicado em -DRAMA por Bruno Duarte em Novembro 25, 2008

Eu sempre matuto. Sempre infantil em matéria de ser matéria estável. Eu sempre quis saber sobre quem são as palavras, sobre o que é você - você nunca quis? Eu sempre, sempre, todo tempo, quis saber o que é. Certo ou errado. Bom pra mim ou morte. O Bruno sempre procurou a luz. Ontem eu gritei por Deus. E repeti, repeti, repeti, igualzinho escrevi aqui, só que por três vezes três vezes – repetido, igual está aqui. A toupeira sempre é toupeira. Todo dia. Tudo o que é bruno é escuro.

Eu nunca esqueço. Nunca adulto em matéria de ser matéria instável. Eu nunca quis lembrar que o mundo existe. Eu nunca entrei aqui antes de passar na sua casa. Você nunca dormiu aqui. A luz sempre me procura e ela quer me cegar. Ontem eu gritei teu nome. Eu desejava, desejava (alguém grita: Chega!). Eu nem sabia o porque. Nunca soube. Eu não sei porque me corroe essa falta de títulos. A verdade é sempre um pouco de sim e de não ou então a vida faria todo sentido, mas a vida mente e com cacófatos constrói sentidos avidamente.

- 01:09/13:09

Publicado em 1 por Bruno Duarte em Outubro 22, 2008

Em Dois Meses doze horas se passaram e o menino escuro sentiu saudade de trocar letra com
seu amigo quase perdido. Curiosa a surpresa de se escrever em horas exatas. Curioso como a tudo é quase ciclíco. Como o mundo que é quase redondo. Doze horas que me fazem escrever. Só pela vontade. E quando se quer é muito melhor porque nada precisa fazer sentido. É tudo o que a gente gosta.

- modo

Publicado em 1 por Bruno Duarte em Outubro 21, 2008

Pare com os diariozinhos isso não é coisa pra rapaz.
Procure algo sério pra fazer, algo que te apraz.

Deixe essas rimas baratas,
a baratísse ficou pra trás.

Busque outro modo de se usar,
o usual ele não quer mais.

Faça caricaturas desses esteriótipos
talvez encontre equílibrio na traição de
tuas formas insólitas.

Afaste-se do problema:
Fuja, beba, faça e chore.
Arrepeda-se.

Seja descente com suas indescências.
Seja fraco.

Cospe na cara da inércia,
Corre, anda, pára!

Fala
Não há mais modo de se viver

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- tempoTEMPO

Publicado em retrate por Bruno Duarte em Outubro 21, 2008

 

De tempos em tempos mau tempo