[CHIQUE É SER MALDiTO]

– Ato VIII

Posted in -DRAMA by Bruno F. Duarte on novembro 29, 2007

Não cabe caco
em minha improvisação,
nesse ato de ser
humano,
que não desmacare o ator inebriado
da persona que se encerra em tu.

Não há sinapse
que não saiba.
Não há sinopse
que esqueça.

Não há vinho que sublime
a dor da sexta
gêmea da terça.

Não há clímax que supere
a meia-noite
de segunda.

Não há cenário que dilua
minha rota vagabunda
ou figurino maquilante
de minha pele sedenta,
de olheiras de ânsia,
o rubor do não segredo,
a palidez verde da esperança.

Não há dália que sublime
esse branco frente ao negro.
Letras, sílabas, palavras,
versos, exclamações
insistem em se esconder na coxia.

Tensão, dor, medo
adentram minha companhia
todos os sentimentos bons
me deixam a ermo

A platéia aguarda
o ator hesita hesitar.
Cheiro de blackout,
cortinas fecham
Dionísio comenta:

– Cupido flechou meu
  protagonista.

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