[CHIQUE É SER MALDiTO]

Agosto (Falso) Cinza

Posted in -DRAMA by Bruno F. Duarte on setembro 6, 2010

Do branco ao preto
Em escala de cinza
Eram as cores
Frias
Exteriormente dominantes
Mas do lado inverso
Vivas, fortes, quentes
Por favor, um café
Pra comemorar
O falso Agosto cinza

– do blog mais um café por Filipe Mendes Freitas



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– Bruto

Posted in -DRAMA by Bruno F. Duarte on abril 30, 2009

Sentidos duros, burros, cegos, razos, fragéis, incertos. 

Não há falta de sentimentos, há excesso de adjetivos.

– Ar

Posted in -DRAMA, -MALditas by Bruno F. Duarte on dezembro 16, 2008

cam-266

“Assim como aço em brasa, tudo o que é excessivo é branco.”

Antonin Artaud

– demasia

Posted in -DRAMA by Bruno F. Duarte on dezembro 16, 2008

Sinto muito, sinto muito
Eu sinto muito em lhe dizer
que sinto tudo em demasia
sinto muito por você

Sinto muito e isso é pouco
Tão pequeno quanto eu
Sinto o mundo e isso é louco
Pois o meu não é o seu

Sinto muito e isso é longe
A dois passos do eterno
Sinto muito e a dor me toma
quando sua vida é perto

Sinto muito pelo escrito acima
me arrependo do que fiz
Sinto muito não sentir tanto por mim
e pelo grotesco

– Sempre/nunca [ avidamente]

Posted in -DRAMA by Bruno F. Duarte on novembro 25, 2008

Eu sempre matuto. Sempre infantil em matéria de ser matéria estável. Eu sempre quis saber sobre quem são as palavras, sobre o que é você – você nunca quis? Eu sempre, sempre, todo tempo, quis saber o que é. Certo ou errado. Bom pra mim ou morte. O Bruno sempre procurou a luz. Ontem eu gritei por Deus. E repeti, repeti, repeti, igualzinho escrevi aqui, só que por três vezes três vezes – repetido, igual está aqui. A toupeira sempre é toupeira. Todo dia. Tudo o que é bruno é escuro.

Eu nunca esqueço. Nunca adulto em matéria de ser matéria instável. Eu nunca quis lembrar que o mundo existe. Eu nunca entrei aqui antes de passar na sua casa. Você nunca dormiu aqui. A luz sempre me procura e ela quer me cegar. Ontem eu gritei teu nome. Eu desejava, desejava (alguém grita: Chega!). Eu nem sabia o porque. Nunca soube. Eu não sei porque me corroe essa falta de títulos. A verdade é sempre um pouco de sim e de não ou então a vida faria todo sentido, mas a vida mente e com cacófatos constrói sentidos avidamente.

– Sobre mim

Posted in -DRAMA by Bruno F. Duarte on agosto 18, 2008

Falar sobre ele é falar sobre mim

Pois tua imagem reflete aqui

Projeção dionisíaca

embriaga-me o propósito

teus não-sei-porquês

eu desejo tal ambrosia

e eu interpreto

como centelha de poesia

o esboço do afeto.

Pega essa vontade que te perturba

põe teu vestido

eu te escondo na turba.

Por trás das máscaras todos somos pares.

Pele, cheiros, toques, olhares.

Tremer de orgãos num descompassar,

que descompassa, descompassa,

que custa a passar.

Que me puxa pela noite,

és amigo de morfeu,

não há explicação para invadir seus sonhos meus.

Na turba eu me perco,

no turbante eu me acho.

philia, agape, eros,

sileno, bacantes, eu,

o confidente de tépsis,

Carolina,

meu irmão Andrew,

a rosa negra,

Marrano,

Uma mulher negra independente,

meus ícones cults,

Meus ídolos pop,

meus poetas malditos,

meus livros não lidos,

uma orgia de frustrações,

tudo idealização do futuro

de um passado mais que imperfeito.

Minhas relíquias do presente

meu arquivo quase morto

cai

tudo sobre mim.

– Post

Posted in -DRAMA by Bruno F. Duarte on abril 28, 2008

 

Meu carro – volante à direita

Pega uma conexão-fachada.

Faróis acesos,

Olhos bem fechados.

 

Sim, sim

Você perdeu a direção.

– Oui, mon frère.

Estou falando com você.

 

Palavras na boca, francês decorado.

A marcha mais forte.

Pneu declamado

Pulso no acelerador.

Quebra do ritmo

A cara no post

Me diz:

– Essa cena já perdeu o timing.

 

 

 

– Atestado

Posted in -DRAMA by Bruno F. Duarte on abril 14, 2008

 

O paletó branco me pergunta pelas manchas vermelhas no corpo.

Sim. Peito, costas, nuca e braços: nas manchas vermelhas lê-se Lucky Strike.

 

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– 6eme

Posted in -DRAMA, -MALditas by Bruno F. Duarte on março 21, 2008

Quem disse que o norte é sul e que o sul é norte?

Quem disse que o certo é certo e que o erro é morte?

Para mim o erro é sorte.

Sorte de não ser igual aos certos.

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– Grito

Posted in -DRAMA by Bruno F. Duarte on março 19, 2008

O aperto no peito bateu.
Foi um fio gélido que percorreu do cóccix ao pescoço e arranhou meu corpo melhor do que uma rasgada de garganta da Elza Soares.
Eu senti o querer escrever.
Te escrever.

Não por acaso
teu nome é Inspiração.

Nada Gelado.
Acontece, eu sei.

Os não sei por quês,
carneirinhos insones,
que me revelam um mundo de possibilidades
e uma sistema solar de opções,
berram mono-escolhas.

Sem uma plástica se quer da Elza,
Apenas uma cara triste e velha.
Cansada de viver.
Pra mim, pra você e pra Elza.

Ela faz retoques,
eu quebro meu jejum e escrevo,
você pode continuar a verborragia.

– Ato VIII

Posted in -DRAMA by Bruno F. Duarte on novembro 29, 2007

Não cabe caco
em minha improvisação,
nesse ato de ser
humano,
que não desmacare o ator inebriado
da persona que se encerra em tu.

Não há sinapse
que não saiba.
Não há sinopse
que esqueça.

Não há vinho que sublime
a dor da sexta
gêmea da terça.

Não há clímax que supere
a meia-noite
de segunda.

Não há cenário que dilua
minha rota vagabunda
ou figurino maquilante
de minha pele sedenta,
de olheiras de ânsia,
o rubor do não segredo,
a palidez verde da esperança.

Não há dália que sublime
esse branco frente ao negro.
Letras, sílabas, palavras,
versos, exclamações
insistem em se esconder na coxia.

Tensão, dor, medo
adentram minha companhia
todos os sentimentos bons
me deixam a ermo

A platéia aguarda
o ator hesita hesitar.
Cheiro de blackout,
cortinas fecham
Dionísio comenta:

– Cupido flechou meu
  protagonista.

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– COTA ZERO [Carlos Drummond de Andrade]

Posted in -DRAMA, -MALditas by Bruno F. Duarte on novembro 29, 2007

Stop

STOP
A vida parou
ou foi o automóvel? 

– Despejo [->]

Posted in -DRAMA by Bruno F. Duarte on novembro 26, 2007

Implodam-me.
Tua morada antes gestante
promove igual gesto errante:
Te aborta,
te aparta de mim.
Afoga-te em tuas aventuras líquidas.
De minhas secreções
não sorves mais única gota.
De minha boca não bebes mais poesias rotas.
De minha alma não ouves mais nenhum eco.
Minha dor cala –
passa a arder feito fogo de Camões.

– ócio [ou cabeça vazia]

Posted in -DRAMA by Bruno F. Duarte on novembro 26, 2007

Esmolando versos

Reciclando amizades

Mantendo foco no afeto

Retas

paralelas

perpendiculares

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– Mariée [*]

Posted in -DRAMA by Bruno F. Duarte on novembro 12, 2007

Vestido de Noiva

Alaíde em um flashback.